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Vida de pesquisador no Brasil

Rumo ao fim da nossa Série sobre a vida acadêmica, hoje vamos falar um pouco sobre a vida de pesquisador no Brasil. 

Vou fazer algumas ressalvas nessa matéria – antes que a vigilância de plantão diga que estou fazendo um desserviço à ciência brasileira– e pretendo apresentá-la de forma breve e direta:

  • É possível, sim, ter uma carreira de pesquisador sem ser docente. Porém, atualmente, sabemos que as Universidades Públicas são os maiores centros de pesquisas que para você conseguir desenvolvê-la, terá que associá-la à carreira acadêmica.
  • Qual é a função de um(a) pesquisador(a)?É desenvolver/produzir conhecimento científico. Temos empresas – arrisco-me dizer que particulares na sua maioria – que investem em pesquisadores para atuar nas áreas mais lucrativas para a empresa: corte de gastos e modernização do serviço. Outras investem nos(as) pesquisadores(as) para a criação de patentes e, em geral, a remuneração é condizente com os trabalhos desenvolvidos.
  • Como me tornar um(a) pesquisadora?A estrada é longa e equivalente à jornada do professor universitário: anos de esforço e investimento em iniciação científica, mestrado, doutorado para que o conhecimento produzido possa gerar frutos para a sociedade. 
  • É possível ter sucesso nessa carreira (que ainda não existe no Brasil)? SIM! Se você gosta, tem interesse e afinidade pelas ciências, pelos processos investigativos e uma curiosidade sobre como os vários processos evolutivos se dão, saiba que este perfil costuma ser requerido em vários tipos de mercado de trabalho: desde startups do Vale do Silício até grandes bancos ou mesmo pela academia – nacional e internacional.

Para fechar com chave de ouro, trago aqui uma fala do Professor EméritoSouza Martins (2019), feita ao Jornal da USP:

[…] A vida de pesquisador assemelha-se à vocação sacerdotal. Trata-se de uma dedicação integral à ciência, com mais renúncias que gratificações. Muitos dos que se dedicaram e se dedicam à ciência, principalmente no Brasil, fizeram e fazem isso por prazer. Pelo prazer da pesquisa. As condições para a promoção da ciência e da pesquisa sempre foram adversas no Brasil. No momento, o cenário encaminha-se para uma situação ainda mais crítica.[…]. 

Caros leitores, hoje vamos nos despedir com a leve impressão de que a vida acadêmica é difícil e, às vezes, ingrata. Porém, posso dizer a vocês que, assim como qualquer outra profissão ou atividades que vocês se dediquem ao longo da vida, ela tem seus altos e baixos. E, se você se interessa por ela, tente ao menos começar, para perceber se você está disposto, ou não, a enfrentar os obstáculos e comemorar a cada bolsa conquistada, aula ministrada – aquele frio na barriga e os alunos olhando para vocês como alguém de referência  –  artigo ou capítulo de livro publicado e a cada defesa de mestrado ou doutorado concluída com sucesso… com sua família, entes queridos ou amigos olhando para vocês como o ORGULHO do mundo deles (e do seu também, não se esqueça disso).

Me despeço hoje com o desejo de que vocês invistam na criatividade e olhem para além do óbvio. Assim como para Albert Einstein, “Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio – e eis que a verdade se me revela.”

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Mapa criado pela autora.

Referências

FERREIRA, J. C.  Vida de pesquisador assemelha-se à vocação sacerdotal. Jornal da USP. 2019. Disponível em:https://jornal.usp.br/atualidades/vida-de-pesquisador-assemelha-se-a-vocacao-sacerdotal/. Acesso em: 01 out. 2019.
HERCULANO-HOUZEL, S.  CsF: regras brasileiras do pós-doutorado (ou sua falta) conflitam com as regras estrangeiras. A neurocientista de plantão. 2014. Disponível em: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/. Acesso em: 01 out. 2019.
MARTINS, E. Pesquisador: conheças as vantagens de seguir a carreira acadêmica. Mettzer [website], [2019?]. Disponível em: https://blog.mettzer.com/pesquisador-carreira-academica/. Acesso em: 01 out. 2019.

Autora: Tâmara Lindau: Fonoaudióloga e Mestra em Fonoaudiologia – UNESP/Marília; Doutora em Psicologia – UFSCar/São Carlos; Graduanda em Psicologia – UNIMAR/Marília

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Publicado por em 3 de janeiro de 2020 | 1.079

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